Se existe mulher batalhadora nesse mundo, é a minha mãe. São as mães que amam!
Mães são divindades. São a definição do amor.
Infelizmente, nem todas as mães são merecedoras de homagens. Que lástima existir mulheres que terrivelmente tiveram a coragem de matar seu próprio filho, ou de usar drogas e maltratar suas crianças. É triste saber que há no mundo mães que, ao invés de alimentar e cuidar da família e da casa, gastam dinheiro em bobagens e jogos; ou perdem metade das vidas afastadas “mentalmente” dos que as amam.
Ao contrário destas, felizmente existem as mães adotivas, que amam seus filhos da mesma forma e até oferecem maior proteção e carinho do que uma mãe biológica o faria. Superprotetoras e delicadas. Pacientes e sempre a postos para ajudar os filhos.
Há mães que são anjos de fato. Que já não estão mais nesse mundo nos fazendo um carinho e nos dando a companhia que por vezes precisamos. Que, tristemente, já não podem mais nos mandar “pegar um casaquinho porque vai esfriar mais tarde”, mas certamente guiam e protegem os seus filhos.
Exitem as mães que estão longe. Que não podemos abraçar e beijar no momento em que temos vontade, saudades. Que não fazem aquela comidinha gostosa todos os dias para o filhote que, segundo elas, está magrinho. Mas elas estão lá, sempre lembrando e pedindo proteção por cada um dos filhos, ou até dos netos. O quanto é maravilhoso poder ouvir pelo menos a voz da mãe ao telefone, mandando o filho ter juízo; mandando a filha tomar cuidado...
Por sorte, eu tenho a minha mãe ao meu lado. E ela é, sem dúvida, e como tantas outras, merecedora de homenagem.
A minha mãe sempre foi batalhadora. Faxineira digna de respeito e confiança em todos os lugares em que trabalhou, me educou com carinho e da melhor maneira que o dinheiro permitiu. E me proporcionou estudo e, graças a ela, eu estou concluindo um curso superior. Tenho orgulho dela: da minha mãe!
Ela é a minha melhor amiga do mundo. Sempre esteve ao meu lado, do jeito dela: se eu errei, ela me apoiou e me fez corrigir o erro, se eu acertei, ela comemorou (mais do que eu, inclusive).
Foi minha mãe quem me deu colo (e eu sempre fui grande), amamentou (e eu sempre fui faminta) e me deu carinho incondicional. Foi meu conforto quando eu tive medo (sim, eu já tive medo) e nas horas difíceis; foi ela quem me xingou tantas e tantas vezes pelas coisas erradas (e eu nem fui rebelde), quem me avisou para não colocar o dedinho na tomada, para não mexer no botão da TV, para não rasgar as páginas dos gibis e para ir dormir cedo. Tudo isso sem falar nas vezes me mandou levar um casaco ou carregar um maldito guarda-chuva. Quantas vezes (e até hoje) me pediu para não ver filmes de terror... Quanta preocupação...
Me mandou por tantas vezes arrumar o guarda-roupas, e eu só jogava tudo lá dentro e quando ela abria a porta para conferir, as roupas caiam todinhas aos pés dela... e ela gritava “VANESSAAAAAAA!!! VEM ARRUMAR ISSO AGORA!”. Mandava limpar o quarto, arrumar as coisas de aula, fazer o tema de casa! Estudar!
Hoje, ela continua igual (ou eu é que continuo bagunceira?). Me aconcelha, me dá colo (claro que só a minha cabeça cabe no colo dela), e me dá o carinho e o abraço mais gostoso do mundo! Ela se habilita até a ser testemunha de amiga minha se for preciso. Para ela, como não bastasse se preocupar, pede para dar um toque quando eu tiver no ônibus, quando chegar na academia, quando sair da festa, quando terminar a prova... Superprotetora! Super mãe!
Acima de tudo, me ensinou a trabalhar, ser honesta, ter humildade...
E quantas mães fazem o mesmo por seus filhotes? Se preocupam, apoiam; quantas ligam de meia em meia hora para saber se está tudo bem. Que colocam os filhos para dormir com elas quando estão gripadinhos e ranhentos, só para fazê-los tomar todo o chá (por sinal, geralmente de gosto horrível) e senti-los bem pertinho delas.
Quantas mães no mundo sabem tudo sobre os filhos e quantas não sabem...
Mas para todas as merecedoras de homenagens - as mães de longe, mães adotivas, mães das amigas, mães de mães, mães de criação, a minha mãe e todas as mães que amam - um “OBRIGADA”!
Todos os filhos deveriam dizer: “obrigada mãe”.
Obrigada pelo amor incondicional, pelo carinho, pelo colinho, pelas lágrimas, preocupações, xingadas, por mandar domir e por tudo que me fizestes de mais maravilhoso. Obrigada por todos os sacrifícios, por todos os dias que passou no mercado antes de ir para casa, e comprou o Danette ou o chocolate meio amargo.
Obrigada por cada par de sapatos, por cada camiseta, por cada calça que, apesar do pouco dinheiro que tinha, você comprou para mim. Obrigada por não pensar que a roupa poderia não servir ou que eu não fosse achar bonito, e muito obrigada por chegar em casa com um sorriso lindo e inesquecível dizendo “Eu trouxe uma coisa pra ti. Não sei se tu vai gostar”.
Obrigada por cada dia de felicidade e de amor que me ofereceu! Obrigada por tudo!
Mãe, continue sorrindo sempre e acreditando que tudo pode ser ainda melhor. Eu amo você, e sou grata por tudo que você foi, é e será na minha vida, e ainda vou recompensá-la por tudo.
Para minha mãe, Maria Lorena!
Vanessa Fiorenza
21 de abril de 2010.
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