Vocês não acham que as pessoas precisam parar de “brincar
de lutar” por tudo?
É maravilhoso ver que finalmente está explícita a consciência
de direitos iguais, do politicamente correto, etc. Fico feliz por ver pessoas
com opiniões formadas, fazendo caridade e buscando um meio de fazer as coisas
melhorarem, mas, cá entre nós, não parece ter alguma coisa que ainda não faz
sentido nisso tudo?
Pense: você tem algum tipo de preconceito? Racismo, da
escolha de gênero, partido de direita ou esquerda, deficientes físicos, transtorno
obsessivo compulsivo em alto grau, pobre, rico, tipo de emprego, doenças, gordos,
cabelos crespos... eita que a lista é longa.
Conheço pessoas que fazem campanha do agasalho mas acham
que pessoas com TOC deveriam ser excluídas da sociedade. Heim? Conheço
feministas que trazem na ponta da língua o discurso de ódio contra deficientes.
Heim? Pessoas religiosas que, ao invés de “amar ao próximo” querem ferrar todo
mundo que não segue os padrões da igreja. Heim?
Algo não está certo ou é impressão minha?
Eu acredito que no dia em que houver RESPEITO acima de todas
as opiniões (respeito às pessoas, ao ambiente, ao diferente, às escolhas...),
os rótulos e os “ismos” não mais existirão, os discursos de ódio não terão
efeito, as diferenças serão superficiais e o amor finalmente prevalecerá.
E se eu puder fazer um pedido: se quiser mesmo ser uma
pessoa melhor, não tome atitudes apenas para exibicionismo nas redes sociais,
seja um ser melhor de coração. Se complete sendo realmente alguém que faz a
diferença com atitudes diárias de carinho e boa vontade. Lute sim pelos teus
ideais, mas respeite os outros. E ame, porque amar ainda é o modo mais simples
de se tornar alguém melhor.
Vanessa Fiorenza
12 de junho de 2016