quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Perdoar

Recebi outro dia uma imagem com cães sendo os mais fiéis companheiros. Junto à foto, havia a explicação dada por uma criança para o fato de os cachorros durarem tão pouco tempo, a qual dizia que os cachorros nascem amando e, por isso, não precisariam viver muito. Já o homem, deve aprender a perdoar.
Acreditei no que li.
Nada levamos desta vida a não serem os sentimentos. E nossa é vida é curta, mas nada acontece sem que antes tenhamos terminado nossa missão aqui na Terra. E qual será a missão?
Já vi inúmeras histórias de pessoas amargas se tornarem dóceis, de pessoas “mão-de-vaca” transformarem-se desprendidas dos bens matérias, e já vi pessoas que nunca pediram desculpas implorarem pelo perdão.
Não é justo que sejamos atingidos pelo medo e pela sensação de termos passado uma vida “errada” apenas nas nossas ultimas horas. Por isso, fiquei pensando no perdão.
Quantas pessoas já deixamos de perdoar? Eu várias e lembro-me de cada motivo... ou será que já nem me lembro mais? Será que agora só lembro que uma destas é insuportável? Mas isto não é suficiente. Não mais.
Não quero passar uma vida odiando, com raiva, inveja e, consequentemente, tendo decepções. Quero uma vida prazerosa: poder dizer, que tive uma vida feliz. Já que os cachorros nascem amando, devo eu amá-los também, e amar as pessoas intensamente.
Mais do que agradecer ao Universo pelo que temos - ou a Deus, ou aos Orixás, ou às Fadas... – temos que estar dispostos a perdoar àqueles que nos magoaram ou que, de alguma forma, nos fizeram mal.
Para que viver atraindo pensamentos ruins e tendo uma vida “pesada”, se podemos desde já estar em paz? As pessoas mais simples e de maior dignidade e sabedoria que conheço, perdoam sempre.
Como é bom dormir pensando apenas nas contas para pagar, na saudade, nas pessoas que amamos... e ter bons sonhos. Em contraposição, como é ruim dormir pensando nas pessoas que não nos agradam, nas discussões, nas grandes brigas existências... e ter pesadelos.
Não há segredos para felicidade. Não há segredos para conquista.
A lei é ATRAIR! A vida é fácil, a gente é quem complica.
Vou fazer as coisas que amo, sendo tatuagem ou tomar chá-verde, pular de bang jump ou brincar em parques de diversão, comer algodão-doce ou chocolate amargo...
Vou cuidar minha saúde, trabalhar apenas para ter dinheiro suficiente...
Mas, acima de tudo, vou perdoar de coração e viver intensamente.
E você?


Vanessa Fiorenza
20 de outubro de 2011.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dia das Bruxas

Está chegando o Halloween. Que data bacana. A Maioria das pessoas não entende o seu significado, até por que ela não costuma ser celebrada no Brasil.
No entanto, é muito bom pensar que esta não é uma data consumista. Diferente do Natal e Páscoa, que já perderam totalmente o significado bonito de nascimento e ressurreição de Cristo para se tornar em datas de compras e presentes, o Dia das Bruxas (ou dia de todos os santos) é apenas uma data divertida de festas a fantasia e decorações.
Quando alguém lembra desta data, apenas deseja um Feliz dia das Bruxas ou, os mais brincalhões, aproveitam a brincadeira de “tricki or treat”, divertindo-se com doces ou travessuras alegres.
Nessa vida passageira, devíamos nos preocupar bem mais com a diversão das datas comemorativas, com o espírito de festa e os momentos de confraternização, e não apenas com os presentes, muitas vezes dados apenas como obrigação pela data e sem nenhum pingo de carinho.
Eu posso ter aprendido tudo errado, mas ainda me considero uma pessoa sensível, que tento me erguer as próprias custas e não posso ficar gastando dinheiro com lembrancinhas para parentes e conhecidos nas ditas datas. Ainda acho que um forte abraço e um beijo dado com o coração, são os melhores e mais simbólicos presentes que podem ser dados.
São estes que representam o verdadeiro carinho e boas vibrações das festividades. Por isso acredito que o Halloween é uma data digna: ainda não se transformou em consumismo e, de forma alegre e descontraída, ainda se transmite bons sentimentos, mesmo sendo um tanto macabro.
Enquanto isso, ainda me resta a esperança de que os muitos que ainda estejam guardando o amor que não sabem dar em função do terrível consumismo, para o dia que em que entendam que o verdadeiro presente não está em meros objetos.

Vanessa Fiorenza
13 de outubro de 2011.