segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aprender a esquecer!

Ta aí uma coisa que temos realmente que aprender: esquecer. Se há algo bom que existe no cérebro humano é a capacidade de deixar pra trás o que foi ruim nas nossas vidas. Às vezes o que foi bom...
Muitas vezes vimos ou veremos amigos saindo das nossas vidas, outras tantas teremos de nos despedir de filhos e pais, e aí estão duas coisas que não queremos esquecer jamais. E não o vamos! Teremos sempre em mente as boas lembranças dos momentos alegres ou tristes que foram vividos juntos. Isso nos fortalece e nos faz crescer quanto seres-humanos.
Acontece também, por vezes, uma grande decepção ou até mesmo uma briga com aquela pessoa que era tão querida, e que pode ter causado um sofrimento grande. Aí estão coisas que queremos apagar da memória e não conseguimos. Os momentos de arrependimento são armas contra o esquecimento. Ainda há guerreiros que conseguem suprir a necessidade de “não lembrar” dos acontecimentos, mas antes de dormir, em muitas noites durante a vida, vão se lembrar dos fatos de outrora.
Há também os acontecimentos engraçados, os famosos “micos”. Estes sim, a gente quer definitivamente tirar da memória, e não só da gente, mas de todos que presenciaram aquele ‘tombo” ridículo no meio da rua, ou aquela bebedeira que faz a criatura agir do modo mais esdrúxulo possível.
Agora, estranho, como sempre, é esquecer os amores... Por algum motivo, a gente ama, a gente talvez namore, e, se não der certo, acaba o relacionamento, ou o amor simplesmente evapora, deixando o sentimento de vazio. Nesses casos, a gente sempre vai lembrar que esteve um dia com uma pessoa ao nosso lado, fazendo algo de bom (ou ruim) em nossas vidas. Mas a recordação não incomoda.
Vai ficar o sentimento de ternura (ou ódio) daquele ser que em algum momento nos encantou. Vamos lembrar da voz, de um sussurro, do jeitinho de se vestir... mas não vai causar insônia o resto da vida.
Por um tempo, a gente sente. A gente sofre! Mas aos poucos isso vai se apagando e dando espaço para novos sentimentos. O Vazio pode até se instalar no peito: o sentimento de solidão, mas para em seguida ser novamente preenchido por um novo amor, mesmo que não namore, mesmo que não dê certo... aí, a gente começa tudo de novo.
Importante é aprender a esquecer os erros e os momentos ruins. Aprender a esquecer alguns momentos bons, pode ajudar a superar amores rompidos com maior rapidez... difícil, é fazer a nossa cabeça agir assim.

O cérebro humano é fascinante, com a capacidade de nos fazer lembrar ou esquecer, de nos fazer sentir. Agora, sentimentosinho complicado este, o amor.



Vanessa Fiorenza
28 de maio de 2010.

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