quinta-feira, 24 de julho de 2014

SOLTEIRICE

Fico pensando em algumas pessoas que são absolutamente empenhadas em argumentar com outras sobre que todos devem namorar, casar, ter filhos e bichinhos de estimação. Pensei nisto porque estou sob algumas perspectivas vãs de que uma mulher não pode apresentar para sua família um homem como sendo somente um “amigo”, e me sinto enfurecida com esse ponto de vista.
O que pode haver de tão errado em uma mulher ou homem de 20, 25, 30 ou 50 anos querer sair, conhecer pessoas diferentes, fazer novos amigos e, talvez, se deixar envolver por uma noite, sem qualquer compromisso? Ou o que pode existir de tão maléfico em conhecer alguém interessante e querer passar um pouco mais de tempo com essa pessoa, sem que isto se torne uma obrigação?
Acho incrível como as pessoas tendem fantasiar acontecimentos e histórias a respeito da vida dos outros. Inúmeras pessoas me rotularam com o passar do tempo, por eu ficar simplesmente solteira. Alguns disseram ser culpa de um relacionamento passado, outros me apontaram como lésbica. Talvez ainda tenham surgido boatos do tipo “ela deve ser uma vagabunda” ou então, “uma pessoa de difícil convivência” e sabe-se lá o que mais podem ter fofocado pelos cantos.
Ah, se soubessem que tudo é muito mais simples do que parece! Ora, sou uma mulher beirando os 29 anos, solteira e muito bem resolvida, que adoro minha própria companhia e, até o momento, não encontrei motivos suficientes para abrir mão da minha liberdade.
Acho lindo quando pessoas encontram sua alma-gêmea aos 15 anos, se casam, tem filhos e, num belo dia de chuva, o amor acaba e vai cada um para seu canto (tão somente para fazerem tudo de novo). São corajosas e eu admiro isso.
Compreendo pessoas que lutam diariamente para encontrar seu eterno amor e é muito bonito quando, um amor após o outro, continuam travando batalhas. Em contraposição, também admiro aquelas que se separam de seus “amores” e resolvem aproveitar a vida de forma totalmente diferente do que estavam acostumadas, afinal, cada um sabe o que é melhor para si.
Eu, no entanto, estou puramente aprendo mais sobre meus próprios hábitos, sonhos, tempo e criando minhas bases de vida. Estou vivendo a solteirice da maneira que convém.
Simplesmente fiz minha escolha. Obviamente posso, por ironia do destino, encontrar um homem que me faça querer mudar completamente minha opção de liberdade para um compromisso (e talvez eu queira isso), mas este cara ainda não apareceu. Ou apareceu, mas não era tão perfeito como eu imaginava; ou unicamente pensei “foda-se o mundo”. O fato é: não faz a menor diferença e ninguém tem absolutamente nada com isso.
Apenas pensem que as pessoas são diferentes umas das outras. Cada indivíduo tem sua personalidade, seus objetivos e sonhos. Feliz daquele que busca suas próprias conquistas sem tentar obrigar os outros a seguir o mesmo caminho.
Acreditem: a vida á fácil, a gente é quem complica.


Vanessa Fiorenza
24 de julho de 2014