Fico
pensando em algumas pessoas que são absolutamente empenhadas em argumentar com
outras sobre que todos devem namorar, casar, ter filhos e bichinhos de
estimação. Pensei nisto porque estou sob algumas perspectivas vãs de que uma mulher
não pode apresentar para sua família um homem como sendo somente um “amigo”, e me
sinto enfurecida com esse ponto de vista.
O
que pode haver de tão errado em uma mulher ou homem de 20, 25, 30 ou 50 anos
querer sair, conhecer pessoas diferentes, fazer novos amigos e, talvez, se
deixar envolver por uma noite, sem qualquer compromisso? Ou o que pode existir
de tão maléfico em conhecer alguém interessante e querer passar um pouco mais
de tempo com essa pessoa, sem que isto se torne uma obrigação?
Acho
incrível como as pessoas tendem fantasiar acontecimentos e histórias a respeito
da vida dos outros. Inúmeras pessoas me rotularam com o passar do tempo, por eu
ficar simplesmente solteira. Alguns disseram ser culpa de um relacionamento
passado, outros me apontaram como lésbica. Talvez ainda tenham surgido boatos do
tipo “ela deve ser uma vagabunda” ou então, “uma pessoa de difícil convivência”
e sabe-se lá o que mais podem ter fofocado pelos cantos.
Ah,
se soubessem que tudo é muito mais simples do que parece! Ora, sou uma mulher beirando
os 29 anos, solteira e muito bem resolvida, que adoro minha própria companhia e,
até o momento, não encontrei motivos suficientes para abrir mão da minha
liberdade.
Acho
lindo quando pessoas encontram sua alma-gêmea aos 15 anos, se casam, tem filhos
e, num belo dia de chuva, o amor acaba e vai cada um para seu canto (tão
somente para fazerem tudo de novo). São corajosas e eu admiro isso.
Compreendo
pessoas que lutam diariamente para encontrar seu eterno amor e é muito bonito
quando, um amor após o outro, continuam travando batalhas. Em contraposição, também
admiro aquelas que se separam de seus “amores” e resolvem aproveitar a vida de
forma totalmente diferente do que estavam acostumadas, afinal, cada um sabe o
que é melhor para si.
Eu,
no entanto, estou puramente aprendo mais sobre meus próprios hábitos, sonhos,
tempo e criando minhas bases de vida. Estou vivendo a solteirice da maneira que
convém.
Simplesmente
fiz minha escolha. Obviamente posso, por ironia do destino, encontrar um homem
que me faça querer mudar completamente minha opção de liberdade para um
compromisso (e talvez eu queira isso), mas este cara ainda não apareceu. Ou
apareceu, mas não era tão perfeito como eu imaginava; ou unicamente pensei “foda-se
o mundo”. O fato é: não faz a menor diferença e ninguém tem absolutamente nada
com isso.
Apenas
pensem que as pessoas são diferentes umas das outras. Cada indivíduo tem sua
personalidade, seus objetivos e sonhos. Feliz daquele que busca suas próprias
conquistas sem tentar obrigar os outros a seguir o mesmo caminho.
Acreditem:
a vida á fácil, a gente é quem complica.
Vanessa Fiorenza
24 de julho de 2014
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