Já faz um ano desde a partida do meu pai. Um ano sem ouvir a voz, sem ver o sorriso dele. Um ano sem compartilhar o churrasco do final de semana e da cerveja que ele tanto gostava.
Um ano sem um abraço, um beijo, um carinho. Um ano sem vê-lo bravo por algum motivo qualquer. Uma ligação, um convite, uma carona...
Sinto falta das coisas que fazíamos juntos: ficou perdido no passado as pescarias, as conversas, os filmes que assistíamos... As lutas da vida que travamos juntos, como pai e filha, com desentendimentos e alegrias.
Sinto ainda, depois de um ano sem ele, a culpa por não ter dado mais atenção a ele do que para meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Um ano que confirmei o quanto as pessoas que amamos valem mais do que qualquer formação, trabalho ou dinheiro que tenhamos na vida.
Ele, a pessoa que mais se dedicou, me ajudou e incentivou a concluir a graduação, não estava presente na minha formatura. E eu senti falta.
Já se passou um ano. Um ano que os sonhos desmoronaram, que os planos não foram concluídos. Um ano de desistências, de desmotivação, de vazio.
Tudo deixou saudade. As lágrimas dos olhos dele de felicidade como do dia em que passei no vestibular ou quando ele falava da minha formatura. Ele teve orgulho de mim e isso foi suficiente. Eu tenho orgulho dele! Meu eterno herói.
A vida segue, mas nada supera a saudade. Nada apaga a dor. Nada o trará de volta. Ainda é difícil levantar a cabeça e seguir o caminho sem olhar para trás.
Que ele esteja em paz! Que ele esteja feliz! E que a saudade que eu sinto não perturbe o espírito de luz que tenho certeza que ele é. O Amo!
Vanessa Fiorenza
09 de julho de 2012.
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