Acho que eu estou é me acostumando a ficar só. Ainda dói o vazio, mas talvez eu esteja me adaptando a isso. Parece que jamais vou ser feliz por não estar completa e, ao mesmo tempo, ver que não há outra alternativa.
Penso assim: viver para quê? Para quem?
Afinal, o que se faz sozinha, sem grana, em uma sexta-feira à noite, chuvosa? Ligar a TV, e na porcaria só rola romance, comédia romântica, ação e aventura com romance... é um tal de beijar na boca que faz bater uma inveja!!! Acesso a internet: vazia! Claro, todos namorando, saindo com amigos/as, se divertindo.
Penso: e o que me prende de sair e me divertir também? Eis que eu mesma respondo: - esqueceu que falta dinheiro? Que TODAS as pessoas com quem costuma sair têm namorado/a e não estão sempre disponíveis para carregar um fardo? Nem devem!
Ora, é isso que acostuma: as porcarias da TV, a internet vazia, a solidão... e é essa solidão que preenche o espaço, justamente a falta de companhia, de carinho, de beijos... de homem!
- Mas e os “amigos” de sempre? – me pergunto, - devem estar se se divertindo por aí, ou, certamente fazendo coisa melhor do que simplesmente ser companhia para uma mulher de 1,75m, que adora filmes de terror psicopatas, armas, lutas. Que tal?
Hummm!!! Será que é isso que assusta? Não sei!
Mas de uma coisa tenho certeza: se tenho que mudar meus amores para que um homem veja o quanto essa mesma mulher também precisa de proteção e carinho e, que pode ser tão meiga e carinhosa quanto parece dura e cruel, então a TV e a internet, ou boas musicas e ótimos livros ainda são melhores companhias.
Pensando bem, neste caso, é mesmo a TV, a internet, o rádio, CDs e os livros as melhores companhias. E não necessariamente nesta ordem. Desta forma, a solidão é uma boa companhia, pois sabe receber as lágrimas e os sorrisos com a mesma cumplicidade. É ela que xinga os casais sofrendo também com a inveja, que espera a internet se encher com algo útil, que compartilha as musicas doces para relaxar e o metal pesado, para desopilar. É só, que se pode atentar e mergulhar na história de um livro, imaginar.
Pelo menos, assim, não há reclamações por eu estar carente, ou por eu preferir assistir O Silêncio dos Inocentes pela milésima vez e dizer – “o Hannibal Lecter é o psicopata mais inteligente da história”. Não há ninguém achando muito masculino uma mulher gostar de armas e nem falando que é frescura, chorar por estar só.
Ainda falta carinho, abraço, palavras doces e protetoras... o Homem. Mas estou me acostumando!
Vanessa Fiorenza
23 de setembro de 2011.
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